Duro como as Pedras

Finalmente. Somente saindo de férias e ficando desconectado COMPLETAMENTE do mundo externo que consegui ler e terminar o livro "Stonehenge", mais uma genial novela do meu autor favorito, o Bernard Cornwell. É sem dúvida alguma uma das melhores histórias que já escreveu.

A diferença de outros livros do mesmo autor, não é uma trilogia, nem uma saga gigantesca (por exemplo, faz 15 livros que acompanho o Richard Sharpe nas suas batalhas pela Europa). Este livro é individual, é um único volume. Assim, o autor se viu obrigado a abrir todas as perguntas, e respondé-las até o fim; não ficam cabos soltos. A história que ele se propôs contar tem começo, meio e fim. E um clímax empolgante, com revelações e reviravoltas que misturam o mítico com o real. Nisso, me lembrou muito a trilogia do Rei Arthur do mesmo autor, onde o Merlin se vale de toda sua astúcia para mostrar como suas profecias acabavam acontecendo. O livro não engana ao leitor; não há milagres, mas há profecias que se cumprem só no fim.

Sem spoilers, como de costume: o livro conta uma novela criada a partir do nada, apenas do que restou das pedras que conhecemos hoje como Stonehenge, e do resultado das excavações e pesquisas feitas no lugar. Encontramos o arqueiro com o protetor de pedra, encontramos os túmulos, encontramos os sacrifícios; tudo o que sabemos está no livro, como fonte de inspiração para uma fantasia, uma novela, uma história completamente originada na cabeça do Cornwell. Assim, no livro conhecemos uma tribo onde três irmãos terão suas vidas profundamente relaciondas ao monumento, e viajamos no tempo até a costrução de Stonehenge. Para quem leu o livro, gostei do Camaban. Do começo ao fim. E a Aurenna não faz sentido pela região, acho dificil imaginar índio loiro, sabe?

Não sabemos os motivos pelos quais foi feito, apenas podemos constatar alguns fatos. Nas próprias palavras do Cornwell, "somente sabemos que está alinhado com os Solstícios, mas isso não quer dizer que as cerimônias feitas lá tenham qualquer relação com esse fato. As igrejas na Inglaterra estão orientadas de leste a oeste, e se formos olhar dessa forma a entrada está alinhada com o sol. Isso não implica que nossa religião seja solar, e por isso não podemos afirmar o mesmo de Stonehenge; se nossas igrejas forem encontradas em excavações daqui a 5000 anos e vem um Cristo na cruz, pensarão que faziamos rituais sangrentos de sacrificio para cultuar ao nosso deus sol". É triste, mas não sabemos nada de Stonehenge, e de fato nunca saberemos. não há nenhum registro sobre seu propósito, e após seu abandono muitas das suas pedras foram usadas em outras construções prehistóricas. Somente podemos imaginar, e nisso Corwell nos deu de presente uma ótima história para contar. 

Aliás, falando em tudo e nada, como disse, estive de férias. Um cruzeiro incrível de 8 dias, partindo de Santos e com destino Buenos Aires, Montevideu e Punta del Este. Não deixem para outra vida a oportunidade de fazer um cruzeiro, é uma experiência única, inesquecível. Nesta viagem, tive a oportunidade de conhecer outro círculo de pedras. Não tem "henge", porque não tem dinteis suspensos entre as colunas, mas ainda assim forma um meio círculo monumental. Claro, a foto é pequena, e não mostra a grandiosidade das pedras. Por isso, peço para gentilmente descerem até o fim do post, para ver a foto inteira. Podem ir, eu estou lá esperando.






Mais um pouco.



















Mais um pouco ainda, estamos chegando.
















Aqui mesmo.


Pronto. Foto original. Tudo bem, eu sei que não é Stonehenge, mas ainda assim é bem melhor que as pedras fuleras que estão em baixo do viaduto da 23 de Maio perto de onde era a CET. Quem viu as pedras sabe do que estou falando.


 Este monumento (o da foto) é chamado "A Mão", e fica em Punta del Este, na praia dos Dedos (do lado da praia brava, ou seja, a do lado do mar mesmo). Fácil de ver, fica no começo (ou fim) da principal rua comercial da cidade. é um dos cartões postais da cidade, entre tantos lugares lindos de se conhecer. 
Bom, eu estou de férias, curtindo o tempo livre... me invejem, desde que seja inveja branca.

Até o próximo post!

Aliás, alguém arrisca responder a pergunta lançada no post anterior?

2 comentários:

Renata disse...

Gostei dessa frase do Cornwell sobre não saber nada de Stonehenge, e não poder tirar conclusões só por indícios. Vejo tanto documentário "recriando" a vida dos nossos antepassados e criando verdades com base em quase nada, é meio sensacionalista eu acho. Nos resta apenas supor e imaginar como teria sido.
Interessantes essas pedras. Mas acho que prefiro algo mais desgastado, rs. E qto ao desafio, eu esqueciiiiii aiai! E mal sei por onde começar, rs!
Beijos!

Wally disse...

@Rê, o Cornwell é o Cornwell.. não tem pra ninguém mesmo.
Eu gosto de ruinas também, mas fico intrigado com o visual original dessas obras, e tudo o que devia ter em volta. Posso até tentar visualizar isso com a imaginação, mas sempre me pergunto qual seria o visual de Roma ou da Acrópolis na época da sua fundação.

Obrigado pelo comentário!