Christmas

O Natal está chegando, e com sua vinda a paisagem da cidade, das lojas e dos lares mudou. Vemos enfeites pendurados nas ruas, nas vitrines; bonecos enfeitados e muitas, muitas luzes penduradas dos lugares mais insólitos. Sem falar na árvore de Natal, lembrança de um inverno que nunca vimos em Dezembro por aqui.

As renas de arame agora fazem parte da fauna de todos os quintais, iluminadas ou não. Vizinhos concorrem sem se falar para ver quem coloca a cachoeira de lâmpadas mais espalhafatosa na janela, de preferência com musiquinhas sintéticas saindo de um chip chinês. Também tem as promoções nada baratas de doces e salgados, panetones com recheios incríveis e os tenders, que só lembram que a gente existe nesta época do ano.

A correria para encontrar presentes, as visitas aos shoppings desbordando gente pelas janelas, disputar um espaço no pátio de comidas entre compras e mais compras. A dificuldade em encontrar o presente certo, seja no tipo, número, grau... Faltou alguma coisa?

Faltou sim... O presépio, talvez a única lembrança do que significa esta data. Lembrança do que celebramos, por trás de toda a parafernália luminosa, dos enfeites, das comidas e os presentes. Casualmente ontem conversava sobre isso com o chefe dos garçons de um restaurante bem pertinho de casa, sobre como era diferente. Ele disse, "quando era criança era muito diferente. Natal era especial. Lembro que esperava o Natal com uma vontade danada, meu pai comprava refrigerante para a gente. É, só tinha refrigerante no Natal".

Hoje em dia, o Natal começa logo depois que passou o dia das crianças. Parece que no meio de Outubro as lojas se transformam, e os supermercados enchem de panetone, de frutas secas, e das cores verde, vermelho e dourado. Fica bonito, mas ficamos quase dois meses pré-festejando o Natal, e com isso quando finalmente chega a data já estamos enjoados de tanto panetone, tanto vermelho e tantas luzinhas.

Mesmo assim gosto muito de ver tudo enfeitado. É sim, acho bonito (pelo menos o que não cai na breguice). Mas o exagero acaba provocando o efeito contrário. É como tudo, questão de bom senso. Por isso, não fiquemos como meu amigo que ganhava refri somente no Natal, mas também não façamos do Natal um evento puramente pirotécnico. Lembremos da data, do que aconteceu, do por quê celebramos o Natal. E sim, vamos repetir o gesto dos Magos: darmos presentes a quem gostamos.

Sobre os presentes, sempre gostei de surpreender. Procuro ver o que presenteado gosta, e como dar alguma coisa que sei que vai gostar, mas que definitivamente não tinha pensado. Isso só se consegue com o convívio, seguindo as pessoas no dia-a-dia e ouvindo suas alegrias e problemas. É ótimo presentear. E lembremos do sábio comentário do Inodoro Pereira: "Só não façam como os Reis Magos, que foram dar Incenso e Mirra para uma criança... Criança leva tudo para a boca!"

Ótimo Natal para vocês!!

Um comentário:

Renata disse...

Também fico de saco cheio do Natal antes dele chegar, de tanto enfeite e propaganda por aí. Realmente não chego a me animar pra data não...
mesmo assim, feliz Natal!
Beijos!