Um mês depois...


Muito bem, muito bem. Tive meu mês de férias do blog, que não coincidiu com as férias na vida real; o fato é que durante as férias reais tinha tempo de escrever, mas na volta delas realmente não tive como escrever. O blog é um hobby, e como tal tem que ser divertido, e tem que servir para distrair não somente quem escreve como também quem o lê. Tenho feito alguns posts bem engraçados na minha opinião, posts que hoje quando os leio provocam bem mais do que um sorriso. E fico feliz da sensação de missão cumprida, ao ver que consegui aproximar as pessoas às lendas arturianas com um texto leve, que ao mesmo tempo é rico em detalhes. Nem todo mundo vai compartilhar minha paixão pelo assunto, mas meus textos trouxeram o interese de muita gente, que hoje acompanha os livros que tanto gosto.

Não tenho assunto para hoje, a verdade é que além da ferrugem em escrever não li praticamente nada; estou brigando com o Brumas de Avalon, cuja leitura está mais do que devagar. O texto é bastante descritivo, no sentido feminino da coisa. Tudo roda em volta de sensações, de sentimentos, sonhos, ilusões. Tem um lado sentimental muito maior ao dos fatos que acontecem na história; vou relatar um pequeno exemplo.

Para quem conhece a base da lenda arturiana, no Arthur nasceu de Igraine, engendrado nela por Uther, que estava fantasiado do marido de Igraine (Gorlois) usando um feitiço do Merlin. Não cheguei ainda na parte do "rola", mas até agora o texto fala muuuuuito de tudo o que Igraine sente, o desgosto de saber que iria se juntar ao Uther porque o destino falava isso, e como com o tempo começou não só a aceitar a idéia de se encontrar com Uther como também aceitar isso como parte de um destino ainda maior; a Deusa das Ilhas (entre elas Avalon) precisava de um homem engendrado por ela para comandar a Britania. Ao mesmo tempo, Igraine percebe que nunca amou o seu marido Gorlois, e embora ele tenha sido atencioso com ela isso não vale mais nada, pelo menos para ela. Ela olha para Gorlois sabendo que ele vai morrer sem ter um herdeiro dela, e isso fez que ela tivesse pena do marido. Mas ao mesmo tempo existe um certo despreço na atitude de Igraine, ao ver que o Gorlois é insignificante no plano dos acontecimentos vindouros. Ele deve morrer para que Uther possa ter o filho que a Deusa precisa.

Minha opinião é que o conto está por enquanto muito no veremos, e pouco na ação; tem muito lado sentimental. Talvez tenha essa impressão porque a única morte que aconteceu até agora foi natural, a velhice do Ambrosius que deixa a Britania sem líder, e encontra em Uther um novo chefe que não agrada a todo mundo. É provável que o que estou sentindo é falta de umas boas batalhas, mesmo que seja cenográfica como as justas.

Sou ciente que a maioria do público que lê meu blog é feminino... a pergunta vai a minhas amigas de blog: o que vocês acham desse roteiro?

E para manter a tradição, vou me obrigar a pesquisar e estudar. O jeito de fazer isso: forçando assunto!

Semana que vem, Avalon e outras ilhas...

Um comentário:

Renata disse...

Eu não lembro dos detalhes de Brumas quando li, mas lembro que gostei. Realmente a diferença é nítida entre uma história que narra fatos e outra que narra sentimentos, mas eu particularmente gosto, porque torna os personagens mais "humanos", além da possibilidade de gerar alguma identificação em alguma parte da história, coisa que dificilmente vai acontecer numa cena de batalha.
Que bom que voltou com o blog, eu é que demorei pra conseguir um tempo pra ler!
Beijos!