Play Time

Como disse logo no meu primeiro post no blog, o rei Arthur é pop. Ele está presente na vida de todos, em maior ou menor medida; além dos livros e filmes e teatro, encontramos ele nos lugares mais inusitados (senão, vejam só o post da semana passada).

Mas para os que já foram crianças, estão na casa dos 30 e tantos e viveram sua infância no Brasil, a história foi ainda mais viva. Essas crianças compartilharam suas brincadeiras com Arthur, Perceval, Merlin... Quem de vocês lembra disso?

Ar-tur

A primeira vez que ouvi falar deste simpático robozinho foi da Marion, ao ver fotos dele neste blog. Achei fotos muito bacanas dele em outro site; alguém ainda tem um desses? Achei o máximo as instruções, como não usar na água. Coitado.
Pelo que vi, o mecanismo era bastante simples; ele conseguia andar reto para frente, e girava somente para um lado ao fazê-lo andar para trás. Fazia uns beeps, e tinha a mão no formato para segurar alguns objetos, como papel enrolado ou outras coisas leves e maleáveis.

Claro que o bichinho é bem datado, e reflete muito bem o que no imaginário popular enxergávamos como robô. Olhos grandes que acendem, anteninhas, corpo tubular, nada de joelhos ou cotovelos, e o computador da frente com botões coloridos e unidade de fita aberta.

Acho que o que mais me surpreendeu do brinquedo era seu tamanho. Era enorme! Imagino o embrulho de uma caixa de natal com ele dentro. Devia deixar histérico qualquer um... Que ansiedade para saber o que era o pacotão!

Percival - O Gênio

Deste nem a Marion nem a Sugar lembram, mas alguém talvez lembre... O Percival era a versão evoluída do Ar Tur, com um visual mais moderno, e mais inteligente (em termos, claro). Ele podia responder perguntas simples (sim e não), e ainda tinha um jogo Genius na cabeça dele. Também podia carregar coisinhas, e devia com certeza ser um dos brinquedos mais caros da época, o sonho de consumo de muitas crianças.

O computador de etiqueta na frente dele também era mais moderno, com um bocado de luzinhas coloridas indescifráveis. A cabeça dele já tem um formato mais abstrato, que não lembra um rosto, pelo menos não tão óbvio como no Ar Tur.

O botão central me lembra muito o timer do tanquinho de lavar roupa que minha mãe usava quando eu era criança.

Sinceramente não lembro ter visto nenhum destes brinquedos em terras argentas. Lembro de outros robôs, bem menores, para brincar na mesa, que andavam, atiravam foguetinhos e abriam portinhas secretas no peito para mostrar o interior, como se fosse uma janela. Mas desses, nenhum tinha identidade ou nome, era apenas o "robô com luzinhas que atira coisas". Nisso, o Ar-Tur e o Percival ganham deles de longe!

Merlin

O Merlin não entra na categoria de robôs, porém foi um brinquedo da mesma época. A Marion chegou a brincar com um de uma prima dela, e lembra que era muito bacana. Para quem quiser matar a saudade, tem um Merlin virtual para rodar no micro aqui. Ou ainda, jogar pela internet neste daqui.

O formato dele lembra um telefone, e tinha 6 jogos simples. Gosto de pensar nele como precursor dos tabuleiros de Tetris que todo mundo viu nos camelôs na rua, aqueles de 1000 jogos em 1. A diferença do Ar Tur e o Percival, este é sim um brinquedo importado. Merlin, The Electronic Wizard, ganhou o prêmio de 1980 de melhor brinquedo da associação de fabricantes de brinquedos dos Estados Unidos, vendendo mais de 2 milhões de consoles.

Assim como os anteriores, era movido com um bocado de pilhas, era barulhento, piscava e fazia a invejinha de quem não tinha...

Tem mais?

Curiosamente, nenhum destes brinquedos fez a menor referência à origem dos nomes; de onde saiu a idêia de chamá-los Arthur, Percival ou Merlin? Teve outros brinquedos que seguiram esse embalo? Por quê justamente brinquedos eletrônicos ganhariam estes nomes?

Minha teoria: alguém foi o primeiro por gostar mesmo, e o resto copiou. Vejamos o Ar-tur, que suponho seja o mais antigo. Nos idos anos de 1977, o cinema conheceu Star Wars, e com isso dois robôs extremamente carismáticos: C3PO e A2R2. Nos países de fala hispana, o segundo ficou conhecido como AR-TU-RI-TU, por causa da pronûncia (errada) do inglês. Daí para virar Arturito (Arturzinho) foi moleza.

Sabendo este detalhe, será que o Ar-Tur tem relação com A2R2, do Star Wars? E será que o Perceval e o Merlin entenderam errado, e o Ar-Tur não tinha nada a ver com o Rei Arthur?

Hein?

Quem quiser conhecer outros robozinhos de brinquedo, encontrei este site com um monte de primos do Ar Tur, se divirtam!

Até a semana que vem!


3 comentários:

Renata disse...

Nunca vi nenhum deles, acho que cheguei uns aninhos atrasada :) Mas tbm fiquei me perguntando que Arthur e os outros tem a ver com tecnologia, robôs... vai ver que quem deu o nome pra eles era o pai do cara que deu o nome pro carrapaticida do outro post hehehe...
Beijos!

Marion disse...

Amor, eu tive um Ar-Tur. Ele era grandão mesmo e fofo. Ele até que andava rapidinho, mas o controle remoto tinha alcance pequeno. Eu tinha muito carinho pelo meu robozinho. Pena que não o aguardei até hoje.


Adorei o post! Beijos

Wally disse...

@Re: Na verdade, nem eu vi, só de fotos na net.. pena que não se dá tanto valor aos brinquedos como objetos de coleção, apenas como coisas que deixamos para trás quando crescemos.
@Marion: Pena mesmo! Ia ter um lugarzinho especial aqui em casa só para ele. Mas quem sabe a gente não dá as caras com um deles por acaso nessas feiras de antiguidades?

Obrigado pelos comentários!