Stonehenge: uma franquia?

Antes de começar, quero agradecer a Edileide pela publicação deste link no seu facebook, o que acabou rendendo este post. Obrigado! A imagem do post é deste site, mostrando informações do museu de Salisbury (mais um lugar para visitar quando escrever o livro.. tá anotado).

OK, vamos começar. Eis que uma equipe de cientistas está fazendo nestes momento a pesquisa mais organizada e sistemática já feita em volta de Stonehenge, um dos monumentos mais famosos do planeta e provavelmente a construção mais antiga ainda em pé feita pelo homem. Este projeto de pesquisa se estende por 3 anos, e vai varrer o equivalente a 14 quilômetros quadrados na região onde está o círculo de pedra.

Os cientistas estão usando para este projeto um sistema bastante rápido para escanear a superfície do terreno, e usando uma mistura de radar e medições magnéticas podem encontrar pontos onde o magnetismo do solo muda de padrão, o que indica a existência de objetos sob o terreno.
Em apenas duas semanas de pesquisa, já fizeram um achado extraordinário: encontraram um novo círculo, talvez de madeira, a pouco menos de um quilômetro de distância do já conhecido. 

Com isso, muda completamente a visão que se tem de Stonehenge; finalmente foi comprovado que tinha outros círculos bem próximos ao "atual", o que indica que na região tinha bem mais atividade do que se sabe hoje. É claro que podemos tirar um monte de conjeturas e conclusões, mas o que acho mais bacana é que o mistério cresce mais a cada nova descoberta. Podemos pensar que talvez os outros círculos fossem usados por outras pessoas menos importantes socialmente (como se fosse um círculo mais popular, mais povão), ou que dependendo o evento usavam um ou outro círculo, ou mesmo que todos eram usados ao mesmo tempo nos rituais, tentando canalizar a energia dos rituais para um único ponto. Podemos chutar tantas coisas! Tantas novas histórias para escrever!

Embora seja uma descoberta e tanto, não é nem de perto o primeiro novo círculo encontrado em Stonehenge. Em 1925, foi encontrado um círculo feito de troncos de árvores, apelidado de "woodhenge" e fica a pouco mais de três quilômetros do maior, enquanto recentemente em 2009 encontraram um círculo bem pequeno (uns 10 metros de diâmetro) a apenas um quilômetro e meio do mais famoso. Este círculo pequeno era de pedra (era sim, porque só sobraram cacos), e tem duas teorias para ele: ou era para indicar o caminho do maior, ou foi uma sepultura ritual.

O fato é que tem esses círculos espalhados por toda a ilha britânica, e com isso é meio que inevitável pensar que tinha uma conexão entre eles. Será que era uma franquia? Será que eram nem que os nossos cinemas de hoje, enquanto Stonehenge era o 3D, o IMAX da época? Stonehenge era o Megastore? Será que vendiam kits de pedras para montar seu próprio círculo de pedra em escala? Tinha cambistas na entrada também? Existia rivalidade entre os clientes de um círculo e os outros, como se fossem times diferentes? Eram patrocinados? Rolavam fofocas de um círculo sobre o outro? O que vocês acham?

Olha só quanto material para explorar no Twitter do Camelot or What... Falando nisso, tem gostado das novelinhas no Twitter?

A semana que vem vai ser meio tumultuada, mas quero ver se solto algum post no meio. Devo ter um tempinho para ler, e com isso vou ter como alimentar mais o blog com coisinhas interessantes.

Até o próximo post!

3 comentários:

Renata disse...

Eu ainda gosto mais da versao do bernard cornwell :)
Beijos!

Arthur Ferreira disse...

Oi Wally, tudo bom?

É difícil ter alguma idéia de como funcionava esse sistema de circulos ao redor, próximo do principal. Talvez funcionassem como um sistema de redes elétricas, que iniciavam a concentração energética do pequeno, indo na direção dos maiores, até atingir o principal em forma de caracol... viajei... rsrs

As novelas do Twitter são o máximo! Nunca pensei nos personagens discutindo daquela maneira.

abraço.

Wally disse...

@Rê, sem spoilers que ainda não li! Pelo menos essa semana terminei o Canção da Espada, e estou com o Terra em Chamas pela metade.
@Arthur, a graça de não saber como funcionava é justamente essa, poder inventar qualquer propósito com fins literários! Acho ótimo nutrir a imaginação. Fico contente que esteja gostando do Twitter!

Obrigado pelos comentários!