Cavalaria era outra coisa...

Uma coisa que percebi com o desafio de escrever todos os dias é a mudança nas visitas ao blog. Embora a quantidade de visitas não aumentou (se o fez, foi bem de leve mesmo), os posts mais recentes tem pulado para as primeiras posições do ranking da semana; quer dizer, tem gente do outro lado lendo o que escrevo. Por exemplo você. Eu SEI que VOCÊ está LENDO meu blog AGORA.. 

Outra coisa que mudou foi o quesito comentários. Faz tempo que não vejo tanto movimento nos comentários dos posts, ao ponto que ainda nem respondi por lá. Ainda respondo, tenham paciência!

Finalmente, como emenda ao post anterior, queria comentar uma série de coisas sobre a tal propaganda.

1) Arthur não era um empreendedor. Era herdeiro do trono da Britania, gosta-se ou não do fato. Tanto é que era o filho de Uther Pendragon, coisa que veio saber pouco depois de puxar a espada da pedra.

2) Se eu vejo um monte de marombado puxando um negócio sem conseguir, eu também não ia tentar. Digamos, não é questão de chance; é questão de lógica. Arthur puxou a espada da pedra sem saber o que fazia, ele simplesmente foi buscar uma espada para seu meio-irmão Kay, e achou uma "largada" em uma bigorna na praça. Daí apareceu com a espada, e Kay quis assumir que foi ele que tirou e viraria rei, mas sentiu remorso ou culpa e desmentiu logo, declarando que foi o franzinho Arthur que tirou a espada. Como ninguém botava fé, Arthur teve que tirar a espada da pedra repetidas vezes, sempre colocando-a no lugar de novo e com uma galera tentando tirá-la (em vão). Ou seja, se Arthur tivesse visto todo mundo tentando, é bem capaz que nem tenta-se tirar a espada daí. Foi sem saber, no susto mesmo. 

3) Mais um desserviço da propaganda: os verdadeiros "empreeendedores" da propaganda são os marombados. Eles tentam, forçam, sofrem e se esguelam tentando tirar a espada na pedra, e mesmo assistindo o fracasso dos outros continuam tentando. Ou seja: a propaganda mostra empreendedores falhando, e ainda insistindo em um negócio que não dá certo. Bom exemplo, hein?

Bom, chega de desabafo... acho que passei meu ponto de vista.


Como resta bem pouco tempo para concluir o dia de hoje (e me arrisco a perder o desafio se não postar logo), vou mostrar apenas um site que encontrei, e que pode servir de base para outros posts. Este site é dedicado ao Cavaleirismo, e aos cavaleiros como eram durante o periodo medieval:


Dentro da seção Chivalry vão encontrar algumas referências ao que se considera ser cavaleiro, e as famosas "regras da cavalaria". Cabe dizer que não existiam tais regras, mas há um consenso sobre o que seria este "guideline de conduta" do mundo antigo. Através destes documentos descobrimos uma figura quase mítica, o Ramon Llull, também conhecido como Raymond Lull. Este senhor, nascido em 1232 em Majorca (Espanha) se dedicou à religião, filosofia e poesia, mas tem um destaque especial no catolicismo romano por ter visões do Cristo Crucificado pelo menos cinco vezes. Após sua conversão para o catolicismo, se dedicou ao evangelismo e ensino de idiomas dos infiéis (arabe, basicamente). Embora mais conhecido pelos seus escritos religiosos, o Ramon Llull redigiu no século 13 um trabalho chamado Libre del Orde de Cauayleria, ou livro da Ordem de Cavalaria. Neste livro o Llull exalta as qualidades dos cavaleiros, especialmente a coragem e a fé. Outro documento (neste caso um poema francês anônimo do século 12) ressalta nas qualidades dos cavaleiros a fé (cristã), cortesia, honestidade, e simplicidade, em contraste ao orgulho, retidão (olha só) e lealdade.

Em outro post vou entrar mais a fundo nestas qualidades, mas por hoje é só...

Quais são as qualidades que vocês acham que um cavaleiro deve ter? Além de saber cavalgar, claro.

Alguém chuta? Aliás, será que o desafio do blog acabou?

3 comentários:

Marion disse...

Antes de tudo, parabéns! Você conseguiu cumprir o seu desafio! :)

Bom, acho que um cavaleiro tem que ser ágil com a espada, saber lidar bem com os cavalos ( afinal, se ele não convencer o cavalo que ele é quem manda, ele literalmente cai do cavalo!), ser honrado e leal ao seu rei. Enfim, o cara tem que ser um cara bom. E claro, tem que ter um certo charma para conquistar as donzelas.

Beijos!

:)

Wally disse...

@Marion, tem um pouco de tudo isso, mas também outras qualidades. É um assunto bacana, e vou explorá-lo melhor em outro post. Mas não errou não!

Renata disse...

Sobre seu comentário n.3: Analisando friamente, realmente o que a propaganda mostra são uns tontos dando murro em ponta de faca. Mas o que o mundo moderno e capitalista pede são pessoas persistentes, e acho que isso é que eles quiseram passar. Talvez nem os criadores mesmo conheçam direito a lenda de Arthur, como a maioria das pessoas que vai ver o comercial, e nem tenham pensado no sentido que você pensou (a gente sabe que os marombados não vão conseguir, mas e o resto do mundo? hehehe)

O cavaleiro pra mim remete a uma coisa meio "príncipe encantado" só que bem macho. Educado, valente, justo, e ao mesmo tempo um tanto rústico.

Beijos!